terça-feira, 22 de julho de 2008

Vasa deferentia

Os seres humanos se reproduzem por instinto e sofrem por isso. Recentemente na história da nossa espécie, foi dada a chance de não perpetuarmos o nosso sofrimento e nos esterilizarmos, apesar dos xamãs da tribo não serem favoráveis, tendo, inclusive, o Grande Xamã Teutônico de Roma escrito vários pareceres contra.
Reproduzir é uma atitude egoísta do jeito que o impulso natural gosta, o problema é que não temos mais predadores eficientes e poderíamos procriar bem menos se quiséssemos manter a espécie, embora este planeta viveria muito bem sem nós.
Seria ilusão, entretanto, pensar que vários séculos de atitude estereotipadas desapareceriam em uma geração. As pressões sociais são intensas e os argumentos pró-vida' tão sólidos como o tique-taque do invisível relógio biológico.
Além de tudo, os genitores, embora se interessem pela perpetuação da cria não podem garantir nem iriam querer suprir a todas as necessidades da prole, ou seja, vc vai ter que crescer bem ou mal e não necessariamente como a modernidade de luxo, ostentação e decadência pede.
Por isso, resolvi fazer vasectomia, no estrangeiro por supuesto, pq aqui os médicos são xamanistas demais e são muito apegados as tradições milenares reprodutivas quasi-liporinas. Por £400 meu problema estará resolvido for good (0,01% de chance de parir e sempre existe o aborto puro e simples) e o casal não precisará gastar todo o mês com anticoncepção, o que no caso da mulher significa retenção de líquido e varizes. Além de tudo, anticoncepção definitiva é estética.

Cours d'amours

Inclusive sofrimento de amor é o sentimento mais patético que um ser humano pode ter. A paixão destrói o bom senso e faz com que se faça loucuras por alguém que não merece. Faz membros da realeza, como eu, transformar-se em cães de companhia. Mas já dizia Whitneyy: "Leeeeeeeeeeeeeaaaaaaaarning to love yourseeeeeeeeeelf it is the greatest loooooove oooof aaaaall". Hoje eu sou mais eu.

Padé

Padé é bom. Só quem quendou sabe. Porém é como a regra da crase: uma regra e 132 exceções: o padé em si vem com muito talco, muita farinha de trigo e pó de mármore, pelo menos da Terra de Santa Cruz. É manipulado por gente que não sabe fazer um ó como o cu sujo, mas sabe operar uma submetralhadora. Às vezes entra nas buathyys na buceta de rashas desclassificadas e geralmente é cheirado em banheiros xexelentos em notas de 10 real manipuladas por sub-gente. Pior impossível.
Claro que se fosse preparada num lab esterilizado, viesse em uma bandeja de prata, separado em carreiras pelas minhas mucamas e aspriados em canudos de marfim, em uma sauna privé cheia de efebos, seria uma outra experiência.

Ameegos

Tive várias coisas que me decepcionaram na vida, como acontece com todos os mortais pelo visto. Mas o que mais me dói é a não reciprocidade dos ameegos que tive. Amei apaixonadamente dois grandes ameegos. No auge da loucura seria capaz de morrer e matar por eles. E o que tive como reciprocidade? Duas amyyzades xoxas, morninhas, quase como compaixão (Vamos dar uma atençãozinha a ele, né? Ele está sempre presente, ele deve ser legal...). É duro acordar pra realidade e ver que o romantismo ou está cristalizado nos livros, ou acontece em lugares intangíveis. Isso me fez mais forte, mais áspero e bem mais egoísta. Eu só sinto saudade do sentimento de entrega que fazia o dia-a-dia ser mais fácil, pois o objetivo da felicidade era real. Ah.... as ilusões